No âmbito da Avaliação Externa das Escolas, realizada pelo Ministério da Educação, a EPDRA alcançou uma boa classificação. A que se deve tal reconhecimento?
Das menções a atribuir pela Inspecção Geral de Ensino (IGE) a equipa de avaliação externa atribuiu à EPDRA três “muito bom” e dois “bom”, o que dá uma menção final de Muito Bom. Penso que é reflexo do trabalho de equipa, realizado por um conjunto de pessoas que, de uma forma empenhada e dedicada, têm dado o seu melhor a esta instituição. Fomos capazes de dinamizar um projecto, em que acreditamos, conseguindo criar uma cultura de escola, que se tem reflectido de forma bastante positiva em toda a comunidade educativa.
Já têm todas as condições para concretizarem esses objectivos, ou ainda faltam alguns elementos importantes para conseguirem melhores resultados?
Um dos nossos objectivos é dar resposta adequada às solicitações dos nossos alunos e ir ao encontro das suas expectativas. Numa sociedade em permanente transformação, cabe à escola e, neste caso, ao ensino profissional, um papel fundamental. Pois é pedido que, por antecipação, promova as respostas mais adequadas ao futuro daqueles que em nós confiam e depositam muita esperança. Somos uma escola que trabalha para a integração dos jovens no mercado de trabalho e, para tal, deverão estar preparados e capazes de enfrentar os novos desafios da sociedade.
Os recursos humanos de que dispõem são suficientes?
A especificidade da EPDRA implica um grande número de recursos humanos, que se tornam insuficientes, tendo em conta o crescimento da escola, em termos do número de alunos e diversidade de cursos existentes.
Quais sãs as vossas fontes de financiamento? Com dificuldades, ou nem por isso?
São o Orçamento Geral do Estado e Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) na linha do Programa de Operacionalização do Potencial Humano (Poph). As dificuldades começaram a surgir este ano lectivo.
Têm dados sobre a empregabilidade dos alunos?
Criámos na Escola um observatório de empregabilidade onde temos dados sobre os alunos dos últimos 10 anos e os resultados são bons.
No conjunto dos cursos oferecidos pela EPDRA, algum se destaca pela procura?
O Técnico de Gestão Equina e este ano o Técnico de Produção Agrária.
Quais são os protocolos com escolas ou países estrangeiros ou lusófonos?
Temos protocolos de cooperação com S. Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde e escolas Francesas da região de Auvergne, em especial Yssengeaux. É nosso objectivo reforçar estas parcerias e celebrar outras que se considerem interessantes.
Como é o processo de integração desses alunos e de quantos alunos estamos a falar?
Tem decorrido bem. A comunidade de alunos dos Países PALOP ronda os 40 estudantes.
De que regiões vêm os alunos portugueses?
Temos alunos oriundos de todos os distritos do continente e ilhas. A maior percentagem é do distrito de Santarém.
Como fazem a divulgação da vossa escola?
Participando em diversos eventos que se realizam no âmbito das formações que oferecemos.
Há cooperação com outras Escolas Profissionais?
Sim. As Escolas Profissionais Agrícolas têm uma associação nacional (APEPA) que reúne com regularidade para debater os problemas do ensino de matriz rural que se faz no nosso País e na Europa.
Por ser um ensino profissional, há algum estigma ou dificuldade de inter-acção/integração com os vossos alunos?
Não sentimos isso. O ensino profissional tem hoje um papel de relevo na sociedade Portuguesa e na Europa.
As relações com a comunidade local são boas? Sentem que são actores importantes na dinamização da comunidade de Mouriscas?
Sentimos que a EPDRA está bem integrada no meio e mantém relações de proximidade com todos os parceiros locais, tendo celebrado protocolos de parceria e um grupo de trabalho com os representantes locais.
O que produzem na quinta e como conseguem escoar esses produtos?
Produzimos uma grande diversidade de produtos horto-frutícolas que vendemos directamente ou através do PROVE.
Algo mais a acrescentar?
A EPDRA pretende participar activamente na discussão das estratégias de desenvolvimento rural desta região e apresentar-se como uma escola de primeira escolha, para todos aqueles que acreditam que o mundo rural pode oferecer um vastíssimo leque de oportunidades de vida.





Questione-se como é que a escola é classificada exernamente com Muito Bom no que respeita à Organização Escolar (“Sublinha-se a adequada gestão dos recursos humanos com impactos na motivação e satisfação dos profissionais e consequente eficiência em termos de desempenho”, in http://www.ige.min-edu.pt/upload/AEE_2011_DRLVT/AEE_11_EPDR_Abrantes_R.pdf) e ao mesmo tempo o coordenador técnico é o único funcionário de toda a escola que é classificado internamente com Inadequando.
É deste funcionário que depende grande parte do (muito bom) trabalho desenvolvido pelos assistentes técnicos que lhe são “súbditos”.
Aguarda-se resposta.