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“Guardo boas recordações”


Em jeito de balanço, quais foram os piores e os melhores momentos do seu mandato?

Os meus melhores momentos foram sempre aqueles em que o Instituto teve um reconhecimento, quer tenha sido nacional ou internacional. Por exemplo, quendo a Escola de Abrantes teve o prémio do Solid Works, quando fomos premidados pela Comissão Europeia pela mobilidade Erasmus ou quando fomos premiados com ECT Label e pelo Suplemento ao Diploma. Depois, todos os momentos em que os alunos quiseram compartilhar todas as suas alegrias e também as suas tristezas.

A internacionalização foi uma batalha ganha ao longo destes últimos anos?

 A internacionalização foi uma batalha ganha ao longo destes últimos anos. Começámos por baixo. A pouco e pouco fomos sendo reconhecidos internacionalmente, para além de todas aquelas intervenções que tivemos directamente com universidades e com outras instituições de ensino superior, praticamente em todo o mundo.

E quanto aos piores momentos?

Eu gostava de guardar os piores momentos para mim. Posso apenas dizer que nestes cinco anos talvez os piores momentos tenham sido quando não tinha a certeza de ter o vencimento para toda a gente nem o dinheiro para o equipamento que os alunos precisavam. Esses foram os meus piores momentos. Houve momentos muito difíceis, mas eu prefiro guardar isso para mim. Porque também guardo tão boas recordações daquilo que vivi com os professores e com a juventude, que tudo isso está ultrapassado.

Durante esse mesmo mandato quais foram as preocupações mais presentes?

As preocupações foram essencialmente conseguir que toda esta região do Médio Tejo percebesse que tinha uma instituição do ensino superior ao seu serviço e que era absolutamente indispensável para que a região se impusesse a nível nacional.

Acha que a região percebeu isso e que o Instituto tem uma imagem de referência?

Eu penso que sim. Apesar de todas as dificuldades que existiram, penso que chegámos ao fim e que a comunidade já percebeu que o Instituto Politécnico para esta região é absolutamente fundamental e que estamos em condições de, a partir de aqui, começar a tirar o rendimento e a mais-valia que o Instituto é para esta região.

Há uns tempos falou-se de uma possível fusão entre o Instituto de Santarém e o de Tomar. Qual é a sua opinião sobre este assunto?

Eu tenho muito respeito pela posição e pela opinião das pessoas desta região (algumas da quais ainda têm um sonho que é a Universidade do Ribatejo), que têm muita capacidade, muito nível e muita inteligência, e que defendem a fusão dos dois Institutos. Eu tenho uma opinião exactamente ao contrário. Porque os dois Institutos – cada um com as suas valências próprias, cada um com as suas possibilidades, cada um com a sua massa crítica – têm o seu papel a desempenhar.

Há aqui uma coisa curiosa que é preciso frisar. É que ao contrário de praticamente todos os Institutos Politécnicos do país, o Instituto Politécnico de Tomar é aquele que teve origem não em cursos e em situações já existentes (como as Escolas Superiores Agrárias que resultaram das Escolas Agrícolas, as ESE’s que resultaram das Escolas do Magistérios, e as Escolas de Enfermagem que já existiam e que depois deram origem às Escolas de Saúde). O Politécnico de Tomar começou a sua existência precisamente por cursos absolutamente novos e que não existiam em mais parte nenhuma. E a nossa referência, que é o curso de Conservação e Restauro, não existia em mais parte nenhuma.

Como o curso da ESTA de Vídeo e Cinema Documental…

Como o curso da ESTA de Vídeo e Cinema Documental, mas muito mais tarde, porque tem dois anos ou três e a ESTA já tem onze. Portanto, criar cursos novos é sempre a grande preocupação do Instituto Politécnico de Tomar. Primeiro, com o professor Pacheco de Amorim, que criou cursos em Tomar, pela primeira vez, que não existiam. Para além da Conservação e do Restauro, também as Artes Gráficas, por exemplo. Depois, mais tarde, Turismo Cultural. Toda a gente fala de Turismo, mas não há nenhum curso de Turismo Cultural a não ser o do Politécnico de Tomar. Portanto, nós temos é que tirar partido desta realidade.

Durante a tomada de posse do novo presidente, lamentou não ter conseguido melhorar as condições das associações estudantes. Acha que eles hoje compreendem o porquê de não ter conseguido fazê-lo?

Estou convencido que os alunos compreenderam isso perfeitamente. Aliás, o projecto do edifício das associações está feito e tenho a certeza absoluta de que a nova presidência lhe vai dar continuidade e o mais breve possível. Portanto, penso que os alunos perceberam isso tudo perfeitamente. Só não foi feito porque não houve dinheiro. Em Abrantes existe o mesmo problema, exactamente na mesma, talvez até com maior equidade. O problema de Abrantes está perfeitamente justificado na medida em que vamos ter instalações para uma escola nova em Abrantes, devidamente acordado com o Ministério e com a Câmara Municipal de Abrantes. Portanto, também em Abrantes o problema está devidamente equacionado e penso que com solução para breve.

Como descreve o seu sucessor?

Como disse no dia da tomada de posse do doutor Eugénio, eu serei uma das pessoas que o conhece melhor, com a excepção dos pais e da esposa. Apenas repetindo aquilo que já disse: é uma pessoa de fina perspicácia, é uma pessoa inteligente e uma pessoa com uma capacidade de trabalho muito grande.

Acha que essas são as características fundamentais para se estar à frente do Instituto?

Absolutamente! Eu só tenho pena de não ter tido uma delas, o suficiente, para não dizer mais.

Qual foi?

Ser tão inteligente.

Vai continuar a acompanhar o IPT de perto?

Enquanto tiver possibilidades, o Instituto e a região podem contar comigo para aquilo que entenderem e precisarem. Neste momento, posso acrescentar que a nova presidência faz questão que eu tenha tarefas, que tenha aqui um gabinete, e que passe a presidir a um Conselho que estatutariamente está previsto, que é o Conselho da Presidência. Não é mais do que um Conselho de ‘lóbi’ do Instituto e que lhe faz muita falta. Portanto, neste momento, é isso que eu vou começar a desempenhar e que vou fazer, concerteza, com todo o gosto. Entrevista de Joana Rato.

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“Quero que o Politécnico seja reconhecido como uma instituição séria e honesta”


 

Sente-se preparado para esta nova estapa da sua vida?

Sim. A minha preparação advém não só do percurso que tive a oportunidade de fazer dentro desta instituição: primeiro como director de Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e depois fui convidado pelo professor Pires da Silva para ser vice-presidente do IPT.O facto de ter estado em contacto com os processos e com os procedimentos todos que estavam a decorrer deu-me o suporte necessário.

Chegar à Presidência foi inevitável?

Não. A minha chegada à Presidência vem de um projecto do Dr. Pires da Silva. O facto de ter participado no projecto para o Politécnico de Tomar deu-me algum suporte, algum conforto para me poder candidatar. Não foi uma inevitabilidade, mas sentia-me confortável para me candidatar porque é um projecto em que acreditava, acredito e continuo a acreditar.

O que é que o levou a candidatar-se à Presidência do IPT?

Foi o facto de eu acreditar que o projecto que esteve a ser construído é um projecto credível e viável e que iria permitir ao Politécnico afirmar-se como instituição de ensino superior. Sabia que é um projecto que iria dar condições ao Politécnico para poder ter estabilidade ao nível regional. Ao fazer parte desse projecto senti que tinha condições para poder dar continuidade e afirmá-lo. Para além disso, considero que o Politécnico reúne um conjunto de pessoas e de capacidades que merecem ser potenciadas a nível regional. Eu achei, e achamos todos, que é uma oportunidade para continuar a afirmar o nosso Politécnico como um dos motores regionais.

Tendo em conta os cortes orçamentais anunciados, acha que vai conseguir concretizar o seu plano de acção?

Isso é uma pergunta difícil porque nós nunca temos bem a verdadeira percepção dos cortes anunciados. E é difícil lidar com variáveis que não controlamos. Sabemos que vai haver cortes, mas não sabemos quais é que são nem em que áreas é que vão ser. Não é nossa política, no Politécnico de Tomar, estarmos apreensivos em relação ao que vai ser o futuro só por causa os cortes são anunciados. A nossa política é estarmos preparados para responder a quaisquer desafios que nos venham a ser colocados.

Qual é que vai ser o seu estilo de Presidência: ouvir todos os agentes do IPT ou vai ouvir mais as opiniões do núcleo da Presidência e dos directores das Escolas?

São duas coisas distintas. Há um núcleo de pessoas que me rodeiam (os directores, os administradores, os secretários das escolas) que estão muito mais directamente ligadas a questões administrativas e processuais e que, pela sua própria experiência e pelos anos que cá estão, são pessoas a quem darei maior atenção em relação a tomadas de decisão que digam directamente respeito a processos administrativos. Isso não significa que a gestão da instituição se centre unicamente num grupo de oito ou nove pessoas. Há o Conselho Geral ao qual, estatutariamente, eu tenho que prestar as contas sobre o desenvolvimento da instituição. Depois, há o corpo docente, que dá sempre um contributo para a instituição. Há também as Associações de Estudantes e o corpo não docente que também dão um contributo. Do ponto de vista da tomada de decisão, terá que ser por um núcleo mas restrito.

Apenas a Escola Superior de Gestão de Tomar manteve a mesma direcção. O que é que pretendeu com as mudanças nas outras duas escolas?

A questão da mudança dos directores de escola não tem a ver com rupturas. Tem a ver com maior ou menor afinidade e com maior ou menor proximidade de ideias, de opiniões e de projectos. Face ao modelo de gestão que está implementado no Politécnico, existe sempre uma maior ou menor proximidade de opiniões. Não é uma questão de menorização de quem sai, mas antes uma questão de maior compatibilidade com o novo modelo por parte de quem entra. O presidente do Politécnico tem que responder perante o Conselho Geral por um programa de acção que propôs. Os directores são escolhidos para o ajudar a cumprir esse programa de acção, que foi aprovado pelo Conselho Geral. Os directores de escola têm que escolher os directores de curso, que são pessoas que o vão ajudar a cumprir o programa de escola, para cumprir o programa do Instituto. Não é uma questão de competência, mas uma questão de proximidade para atingir os mesmos objectivos.

Sente-se confiante nas escolhas que fez?

Sinto-me! Perfeitamente!

Qual foi a razão para escolher o Dr. Miguel Pinto dos Santos?

O Dr. Miguel Pinto dos Santos é uma pessoa que eu conheço há muito tempo. Não é uma questão de amizade pessoal, é uma questão das competências que já demonstrou. O Dr. Miguel Pinto dos Santos foi administrador do Politécnico, foi docente do Politécnico, foi director da Escola de Abrantes. Ele desempenhou a missão que lhe foi pedida e confiada. Desempenhou essa missão, às vezes com sacríficios. É uma pessoa por quem eu tenho a máxima confiança. Respondeu positivamente à missão que eu lhe propus agora e não tenho dúvidas nenhumas de que vai ser um elemento extremamente válido.

O projecto de construção da ESTA faz sentido numa altura em que o país atravessa uma crise?

Eu acho que sim! A crise financeira não tem nada a ver com a ESTA. O projecto não tem nada a ver com a crise porque é suportado por financiamento comunitário, que é o QREN. Uma coisa é a crise financeira que afecta o país; outra coisa são os projectos que são estruturais para o país. O projecto da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes não pode ser associado ao que se está a passar no país. É uma candidatura que foi feita ao QREN. São verbas que vêm da Comunidade Europeia, que têm exclusivamente o objectivo do desenvolvimento, do ponto de vista estrutural e científico, das infra-estruturas tecnológicas de uma região. E isso não tem nada a ver com Orçamento de Estado nem com os problemas económicos do país. Não estamos a falar de TGV’s nem de aeroportos.

O financiamento já chegou?

O projecto já está aprovado.

Então, porquê a demora?

Não estamos a falar de um ajuste directo de 15.000 euros. Estamos a falar de construir um projecto na ordem dos oito ou nove milhões de euros. Vai ser aberto um concurso internacional. É preciso ter um caderno de encargos, constituir equipas de fiscalização para antes e para depois. Por causa do que é exigido pela União Europeia, é um procedimento muito mais lento, e muito mais complicado, do que o procedimento normal de se comprar uns computadores. A lentidão é própria do procedimento; é assim que tem que ser, é o tempo que tem que ser, de acordo com as regras da Comunidade Europeia.

Quanto tempo é que vai levar para que os alunos se mudem para lá?

Eu percebo a pressão de passar para o novo edifício… A ESTA fez dez anos e eu penso que os próximos dez anos vão ser numas instalações muito mais agradáveis. Penso que, decorridos os prazos legais para o concurso para a adjudicação da obra e decorridos os prazos para a execução da obra podrá, no limite, levar um ano e meio, dois anos.

O espaço das novas instações da ESTA é modular e, à medida que se vão construindo partes do edifício, há partes da escola que vão sendo transferidas aos poucos. Nós não vamos transferir a ESTA inteira num dia. A obra dos laboratórios de Engenharia Mecânica já foi adjudicada e vai começar a ser construída. Até ao final de Julho os laboratórios devem ser transferidos. Ao mesmo tempo que vão estar a decorrer obras no edifício principal, algumas salas vão começar a ser montadas, as aulas vão começar a ser transferidas. Mas é preciso criar mecanismos para estas transferências, nomeadamente ao nível dos transportes.

Entretanto, como é que se colmatam certas necessidades dos alunos, nomeadamente ao nível dos equipamentos?

O Dr. Miguel Pinto dos Santos fez chegar à Presidência uma listagem de equipamento para podermos dar resposta às necessidades dos alunos, especificamente no caso de Comunicação Social e de Vídeo e de Cinema Documental. A instituição tem a obrigação de proporcionar equipamento como os que são usados para os trabalhos audiovisuais. Mas este equipamento tecnológico custa muito dinheiro e tem que haver cuidado e estima. Uma instituição de ensino público não tem capacidade financeira para poder renovar estes equipamentos como tem uma empresa privada. Não faz sentido encostar equipamento que ainda pode ser utilizado só para comprar equipamento mais actualizado. E o equipamento tem que ser estimado!

Os alunos do IPT pagam um dos valores mais altos de propinas. Quais são os motivos que justificam este valor tão alto?

O valor não é assim tão alto. Nós não estamos acima dos valores de outros politécnicos. Estamos na média dos outros politécnicos, que andam todos dentro do mesmo valor, mais ou menos 10 ou 20 euros. É um valor que está mais ou menos normalizado.

Quando o valor sobe, por que é que sobe?

Os estudantes têm a tendência para indexar o valor da propina ao serviço que lhes é prestado. E esquecem-se que a instituição presta um serviço não a um aluno, mas a 3.600 alunos. Nós temos que colocar vários serviços à disposição de todos os estudantes e isso reflecte-se no valor das propinas de cada um, mesmo que cada aluno não use todos os serviços. Quando nós vamos indexar o preço desses serviços que vamos prestar aos estudantes, tudo isso se reflecte no valor da propina. Uma turma com 20 alunos ou com 100 alunos custa o mesmo. Nós temos que reflectir o custo do funcionamento da instituição: os serviços para os alunos, a água, electricidade, internet, etc.

Como é que explica que cerca de metade das vagas do IPT não tenham sido preenchidas na primeira fase de acesso ao ensino superior?

Esse é um registo que nós temos no Politécnico de Tomar ao longo dos últimos dez anos. Normalmente, o Politécnico de Tomar tem um índice de ocupação de 40, 50%. Na segunda e na terceira fase, ficamos com um máximo de 70% de ocupação das 700 vagas que colocamos a concurso. Depois, temos as mudanças de cursos, transferências, reingressos, +23 e CET’s. Quando chegamos ao final do ano, quando fechamos a base de dados que enviamos para o Ministério, temos cerca de 1.200 alunos novos a entrar para o Politécnico. Temos uma base muito pequena do ponto de vista do contigente geral, mas depois temos todos os outros que são quase tantos como os do contigente geral.

Qual é a análise que se faz desses dados?

Os alunos da região que concorrem pela primeira vez querem ir para Lisboa, Porto ou Coimbra. Há esse fenómeno de os jovens quererem sair, quererem conhecer. Mas passado um ano regressam porque vêem que não era bem aquilo que eles pensavam. Outros têm problemas de adaptação aos grandes centros urbanos, não se sentem bem, e regressam. Há dez anos consecutivos que isto se está a passar. Nós temos uma taxa de transferências e de reingressos que é quase igual à taxa de ingressos na primeira fase. Não consigo ter uma explicação para o facto de regressarem, como também não tenho uma explicação para o facto de não se candidatarem ao Politécnico na primeira vez. Nós já tentámos tudo (campanhas para explicar aquilo em que somos bons, junto dos pais, das escolas e junto de toda a gente) e continuamos com o mesmo registo de entradas. Há aqui qualquer coisa que não tem nada a ver nem com questões de Marketing, nem com questões de imagem do IPT.

Esse fenómeno pode significar o fim de alguns cursos?

A decisão de os cursos fecharem ou não vai ter que passar por uma reflexão ao nível das escolas, do Conselho Académico e do Conselho Geral para vermos o que é adequado ou não à estratégia do Politécnico. O critério dos alunos não é um critério fundamental para tomarmos uma decisão de fechar ou não fechar um curso. É importante, mas há outros critérios que estão associados. Um curso pode não ter alunos, mas pode ser importante porque estrategicamente responde a uma área de desenvolvimento da região. Mesmo não tendo alunos, o respectivo departamento pode ter professores que são importantes, pois podem desenvolver investigação e fazer prestação de serviços.Não vamos cair no limite de dizer que quem tem alunos fica, quem não tem alunos fecha. Essa é uma reflexão que tem que ser feita internamente.

Uma das apostas do IPT tem sido envolver a comunidade, nomeadamente através de projectos como a Galeria de Arte de Tomar?

Envolver a comunidade local não é fácil. Uma instituição do ensino superior é sempre vista pelas pessoas com alguma reserva. Em Abrantes, há aquele muro com as grades e parece que as pessoas têm receio em entrar. No campus do Politécnico de Tomar há um muro, que é baixinho, mas mesmo assim as pessoas não entram quando organizamos eventos. As pessoas não reagem aos estímulos do Politécnico e da Escola de Abrantes para interagir com elas.

A Galeria do IPT foi pensada para ser uma laboratório, assim como na Escola de Abrantes existe o ESTAJornal e a ESTATV, que permite aos alunos apresentarem os seus trabalhos, mostrando aquilo que valem. Na parte das tecnologias é fácil, na parte das empresas, também, com os estágios. Na área das Artes e da Fotografia os alunos precisavam de um espaço onde pudessem expor um trabalho que pudesse ser criticado, ainda com a protecção dos professores. Mas são os alunos que dão a cara por aquilo que estão a fazer. É muito mais fácil expor na Galeria do IPT do que numa galeria de Lisboa ou do Porto. É o primeiro embate. Já não é apresentar numa salinha no campus do IPT, mas é na cidade, para toda a gente ver. A Galeria é um laboratório, mas é também um interface com as pessoas e com a cidade. Se as pessoas não vêm cá acima (ao campus), nós vamos até lá abaixo e faz-se o que for preciso para chegar até às pessoas.

Que imagem é que gostaria que o IPT tivesse a nível regional, nacional e internacional quando terminar o seu mandato?

Vou trabalhar para que o IPT consolide a sua imagem junto das instituições ao nível internacional, com quem temos inúmeras parcerias. Quero manter esses projectos a funcionar, porque credibilizam a instituição. Ao nível nacional, aquilo que quero é que o Politécnico seja reconhecido como uma instituição séria e honesta. E que seja reconhecido porque todas as pessoas que aqui trabalham o fazem de forma séria e honesta, para o benefício de todos, especialmente dos alunos.

Como é que vê o IPT daqui a quatro anos?

Daquilo que depender de mim, vejo o IPT melhor, mais consolidado, mais afirmado do ponto de vista das suas competências. Vejo o IPT com um futuro brilhante. Só podia…

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